quinta-feira, 9 de abril de 2009




Nesta altura do ano, lembro-me sempre do meu amigo Humpty Dumpty, e das vezes infindáveis que cantei este mantra hiptónico na creche.

É assim, há coisas que quando quebram, quebram.

E depois, apesar de anos e anos de educação católica (apostólica romana, daquela fodida, com missas e confissões e sentimentos de culpa por estarmos vivos de um modo geral), nunca sei muito bem se 'tamos a festejar a morte, a ressurreição, ou tudo junto, do profeta. De qualquer forma, sempre achei muito sinistra a história da gruta e das carpideiras e da cruz e tudo. Um dia li em qualquer lado, já não sei onde, e peço desculpa pela citação sem me lembrar da fonte, mas prontos, que se Jesus tivesse nascido na actualidade, havíamos de andar todos com cadeirinhas eléctricas penduradas ao pescoço.

Portantos, olha, boa pascoinha. Eu, pela minha parte, pretendo embebedar-me moderadamente, e dormir, que é coisa que não tem dado para fazer com regularidade. Mas tudo com recato e contenção. Prometo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Contos Domésticos

Então o meu exaustor, em vez de expelir os odores dos meus cozinhados, impele os da vizinha. De maneiras que, ocasionalmente, fico com a casa toda a cheirar a pescadinhas de rabo na boca.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Nem é tarde nem é cedo

Após ponderada triagem, o Comité Central reduziu para duas as hipóteses de título honorífico do próximo rendez-vous da Bastilha. E são elas :

a) Jantar da Bastilha V - as Jóias da Coroa

b) Jantar da Bastilha V - a Excomunhão dos Filhos da Puta

A Assembleia que vote.

Se não houver quorum para tomar uma decisão, ela será democrática e unilateralmente tomada pelo Comité. Naturalmente.
E se o comité não chegar a nenhuma conclusão, convoca-se o Zé e o César e pronto.

Ocorreu-me também implentar um dress code para a efeméride. Chapéus. Grandes, pequenos, de côco e de três bicos, com plumas, sombreros ou com rendinhas, com ou sem abas, de veludo ou papier-mâché, do Noddy, bonés dos New York Yankees, peludos como o da mãe da Mommina, de cartolina ou pele de cobra. Chapéus, apenas.

A mim saiu assim :



O resultado deste jogo.
Caros membros d' A Bastilha,

o comité central decidiu que, em breve, irá realizar-se o V Jantar. O membro novo deste jantar - escolhido por unanimidade pelo comité e, portanto, não sujeito a aprovação pós-jantar - será a vocalista dos Texas.

Em breve abrirá a votação sobre o tema do jantar.

Sem mais assunto de momento,

uma boa tarde.




sexta-feira, 27 de março de 2009

Estou sempre a confundir o Steve McQueen com o Lighting McQueen.
E a minha sobrinha não grama nada a cena.

terça-feira, 24 de março de 2009

Bringing back Live into my Life (e mais foleiro que este trocadilho, não sou capaz)

Uma de cada álbum (daqueles dos bons, do antigamente), qué pra ninguém se chatear.




segunda-feira, 23 de março de 2009

Nas minhas idas e vindas nocturnas

Apanho, amiúde, momentos de rara beleza radiofónica, no Posto de Escuta do RCP.
Ouvia, de forma pedante, como sempre, as velhinhas solitárias e cheias de doenças, até que uma senhora, na casa dos cinquenta, intervém. Falou-nos do facto de estar desempregada, da dificuldade em arranjar novo emprego, do fim próximo do subsídio de desemprego. Surpreende-nos, páginas tantas, com o seu desejo antigo de ser estafeta da TVI. "O meu sonho é conduzir um carro da TVI daqui para ali". Perdi-me momentaneamente de deleite, agradeci ao meu país por me proporcionar tais momentos de regozijo baseados no sofrimento e no ridículo alheios.

(fim da 1ª parte)

No fim da chamada, a locutora informa a senhora de que alguém havia contactado a produção para lhe oferecer uma oportunidade de trabalho.
De repente, a realidade nua e crua de um país depauperado, à beira do cataclismo social, está repleto de gente desempregada, sozinha e desesperada, com sonhos estranhos, é certo, com formas de falar bizarras, é certo, atingiu-me mesmo na cara, e corei sozinha de vergonha. Aquela senhora, a poucos meses de ficar sem subsídio de desemprego, sozinha, sem habilitações, recorre desesperadamente à rádio, e algo acontece. E a única coisa que me ocorreu foi a bizarria daquele desejo da ser estafeta da TVI. O pedantismo foi automaticamente substituído pela colherada semanal de humildade.

Mas ali no fim da A5, mesmo naquela última curva que tem que se fazer a 60, também isso me passou.

quinta-feira, 19 de março de 2009

E agora apetecia-me fazer uma adenda ao aditamento.

Mas não me ocorre nada.

Como ando numa de burocracias

Aditamento ao post anterior : Não obstante as minhas afinidades com o nome André Silva, de um modo particular, e com bateristas padeiros de um modo geral, preferia a coisa sem a coisa, que é como quem diz, a bateria, não desfazendo, claro está.
Adorei o concerto, como de costume, mas tive sódades da percussão mais soft. E depois, nada como um pedal duplo para pôr logo um ou dois head bangers reformados em acção (em pleno concerto de Dazkarieh, importa frisá-lo), e pimbas, algo se quebra dentro de mim.

Mas prontos, gostámos à brava.



Reparem como o André Silva é talentoso.